Considerada uma das datas mais importantes para o comércio e o setor de serviços, o Dia das Mães acontece no próximo domingo, mas já evidencia o impacto econômico em diversos setores.
As feiras do Polo de Confecções do Agreste encerraram a semana que antecede a data com avaliação bastante positiva.
Em Caruaru, a Feira da Moda registrou público de 45 mil pessoas e faturamento de R$ 40 milhões. Os dados são da Associação dos Feirantes de Caruaru.
Segundo o presidente da associação, Pedro Moura, as expectativas de público e impacto econômico ficaram dentro da margem esperada.
“Foi uma feira bastante movimentada, levando em consideração toda a feira, Fundac, Brasilit, Feira do Importado, Plástico e as galerias. Já era esperado, pois o mês de maio tem esse apelo pelo Dia das Mães, uma data bastante importante e que já funciona como prévia do próprio período junino”, explica Pedro.
Em Santa Cruz do Capibaribe, o Moda Center teve público de 90 mil pessoas, com clientes de diversas regiões do país.
De acordo com a administração, o Dia das Mães reabre o ciclo positivo de vendas após o hiato entre o Carnaval e o mês de maio. A expectativa é que mais de 800 mil pessoas compareçam ao Moda Center até o dia 26 de junho, data da última feira da temporada junina.
O síndico do Moda Center, Tales Nery, destacou a expectativa positiva para o período.
“Estamos muito otimistas com relação à movimentação, especialmente porque teremos dois grandes impulsionadores de vendas, e tudo isso deve aquecer ainda mais o comércio, gerar mais faturamento para os confeccionistas e fortalecer também quem revende nossas mercadorias em diversas regiões do país”, destacou.
Em Toritama, a Feira do Jeans também apresentou balanço positivo, atingindo o público do vestuário feminino, além dos segmentos de jeans, calçados e acessórios.
O fluxo de compradores atacadistas e excursões foi de 10% a 18% maior em comparação às feiras comuns de abril. A organização da feira também ressalta que a data marca a abertura da melhor temporada do semestre.
Comércio varejista
Uma pesquisa divulgada nesta semana pela Fecomércio-PE aponta leve recuo na expectativa do varejo pernambucano, que deve movimentar cerca de R$ 10,9 bilhões no mês do Dia das Mães de 2026, retração de 1,25%.
Para os analistas ouvidos pela federação, a queda ocorre em meio a um cenário de estabilidade, marcado por consumo mais cauteloso diante das condições de crédito.
Segundo os dados do comércio, no Brasil, 5,24% do crédito concedido às pessoas físicas está em situação de inadimplência em 2026, o que contribui diretamente para esse cenário de restrição.
Presentes como joias e bijuterias registraram alta de 21,1% no acumulado de 12 meses, enquanto os serviços de alimentação fora do domicílio subiram 6,5%. As variações superaram a inflação geral do período, calculada em 4,12%.
A análise também traz comparativos regionais. A Região Metropolitana do Recife (RMR) apresentou estimativa de R$ 6,7 bilhões para o período.
O Agreste Central tem projeção de R$ 496,8 milhões, com retração menor, de 1,5%. Em sentido oposto, o Sertão do São Francisco projeta avanço de 4,8%, alcançando R$ 276 milhões em movimentação financeira.
Bares e restaurantes
O setor de bares e restaurantes em Pernambuco acredita que terá forte impacto no faturamento. Levantamento da Abrasel no Estado aponta que 76% dos estabelecimentos projetam crescimento.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bares, Restaurantes, Hotéis, Motéis, Pousadas e Afins (Sinbrah), Nerteval Santos, o movimento nos restaurantes pode crescer entre 20% e 30% em comparação com um domingo comum.
“O Dia das Mães é uma das datas mais aguardadas pelo setor e costuma impulsionar significativamente o movimento. Há uma mobilização natural dos empresários, que se preparam para atender uma demanda maior e oferecer experiências diferenciadas ao público”, destaca.
Cerca de 30% dos empresários estimam aumento de faturamento entre 11% e 20%, enquanto 20% projetam alta de 6% a 10%. Outros 8% esperam crescimento de até 50%, e 5% apostam em resultados ainda mais expressivos.