Massagueira: conheça o polo gastronômico que movimenta o turismo e a economia local

(Foto: Cocada da Morena/Sedetur)

Do sururu à cocada, culinária tradicional movimenta povoado.

Pertencente ao município de Marechal Deodoro, a região da Massagueira, margeada pela Lagoa Manguaba, oferece mais do que uma bela vista para quem passeia ou trabalha por ali. Além do povoado de pescadores, o local abriga um interessante polo gastronômico.

Segundo um levantamento realizado pela Abrasel-AL, em 2019 o setor gastronômico teve um impacto de cerca de R$ 150 milhões na economia alagoana, valor 66,7% maior do que o registrado em 2018.

Para quem aprecia a culinária tradicional do estado, a Massagueira é um prato cheio. Os frutos do mar e da lagoa são a peça principal do cardápio nos restaurantes da região, que ao todo somam 39 estabelecimentos.

O peixe ao molho de coco, acompanhado de pirão e arroz branco, o sururu, a camarãozada e o peixe fresco frito são algumas das atrações principais para os visitantes da lagoa e a especialidade dos cozinheiros locais.

“Aqui no nosso restaurante temos uma vista incrível para a Lagoa Manguaba, além de uma das melhores gastronomias da região, com excelentes profissionais na cozinha, tanto que há 32 anos estamos em funcionamento”, explica Carlos Henrique da Silva.

Ele é garçom do Bar do Pato, que além dos pratos com frutos da água doce e salgada, serve o famoso pato ao molho pardo. O Bar da Ilha, o Bar do Delegado e o Aratu Restaurante são mais algumas das opções disponíveis com um visual paradisíaco.

Fica para sobremesa

Mas não são só os almoços e refeições que atraem o paladar dos visitantes. Para fechar o cardápio, a rota gastronômica da Massagueira inclui ainda doces típicos da região, como os famosos suspiros, sequilhos e cocadas.

Na Cocada Cultura, localizada às margens da rodovia AL 101/Sul, composta por diversas barracas que vendem uma variedade de doces caseiros, é possível encontrar a cocada convencional, como a de coco, coco queimado e banana, até as mais inusitadas, como chiclete e morango.

Cícera Marques da Silva, ou Morena, como todos a conhecem na região, é doceira natural de Pernambuco e veio para Alagoas ainda criança. Ao longo de seus 42 anos já trabalhou com corte de cana, como auxiliar de cozinha e cozinheira em restaurantes da Massagueira. 

Mas foi mesmo no ramo dos doces que Morena conseguiu se firmar financeiramente e hoje se orgulha da escolha, se aperfeiçoando e inventando novos sabores de cocadas para conquistar mais clientes e continuar surpreendendo quem já conhece seu produto.

“Eu aprendi sozinha, errando, refazendo, testando. Já trabalho com isso há 23 anos e hoje faço cocadas de diversos sabores, suspiros e brasileiras para vender na minha banca.  Com o meu trabalho, já bati a laje da minha casa, refiz a minha cozinha só para o trabalho”, conta a doceira. 

Patrimônio Imaterial de Alagoas desde 2021, o modo de fazer o famoso doce de coco em quadros é referência histórica e cultural da região. No Cocada Cultura são 30 boxes para cocadeiras e oito para artesãs que comercializam roupas, toalhas, bolsas e bordados.

O local conta ainda com um palco para apresentações culturais, estacionamento, e é aberto todos os dias, de domingo a domingo, das 09h às 17h para turistas de todos os lugares que desejam experimentar um pouco mais da cultura alagoana.

Incentivo à gastronomia e turismo no Litoral Sul

Atualmente, o Governo de Alagoas realiza um convênio com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel-AL) para promover a culinária local e os eventos gastronômicos no Estado.

Por ser um segmento capaz de produzir receita em larga escala e de gerar empregos diretos e indiretos, os investimentos nesta área do Litoral Sul visam atrair cada vez mais visitantes e gerar uma renda forte para a população da região.

“A gastronomia torna a experiência do turista mais completa e enriquecedora, e a Massagueira é um polo importantíssimo para o Estado, pois reúne boa culinária, paisagens belíssimas e cultura em um só lugar”, afirma o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Marcius Beltrão.


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Estagiária de jornalismo

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