Brasil foi o país que mais ganhou milionários em 2022, mostra relatório

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(Foto: Alexander Mils / Unsplash)

Foram 120 mil novos brasileiros com mais de US$ 1 milhão em patrimônio; total é de 420 mil. Desigualdade social, porém, continua alta.

O Relatório de Riqueza Global 2023, produzido pelos bancos suíços UBS e Credit Suisse, mostrou que o Brasil foi o país que mais ganhou novos milionários entre 2021 e 2022, com acréscimo de 120 mil novas pessoas com fortuna maior que US$ 1 milhão (quase R$ 5 milhões).

Em 2021, 293 mil brasileiros foram considerados milionários. Em 2022, o número saltou para 413 mil indivíduos, um aumento de 41%.

Para chegar no resultado, UBS e Credit Suisse consideram o valor somado das aplicações financeiras mais os ativos reais (imóveis, principalmente) dos investidores, subtraindo as dívidas.

De acordo com o relatório, o aumento de milionários no Brasil e em outros países da América Latina, como México e Chile, ocorreu “por conta da valorização média de 6% das moedas locais em relação ao dólar americano”.

Países que também tiveram crescimento expressivo de milionários foram Irã (104 mil), Noruega (104 mil), México (70 mil) e Rússia (56 mil).

O estudo prevê que a América Latina, incluindo o Brasil, está entre as regiões que devem registrar maior aumento proporcional na quantidade de milionários até 2027. Por aqui, o número deve passar dos 413 mil atuais para 788 mil, um aumento de 92%.

Brasil foi na contramão mundial

Segundo o relatório, a nível global, foi registrada queda na riqueza pela primeira vez desde a crise financeira de 2008. A UBS informou que havia 59,4 milhões de milionários no planeta no ano passado, um recuo de 3,5 milhões de pessoas em relação a 2021.

No ponto de vista regional, a perda de riqueza foi concentrada em países mais ricos. América do Norte e Europa perderam US$ 10,9 trilhões em conjunto no ano passado, enquanto a região Ásia-Pacífico viu o patrimônio recuar US$ 2,1 trilhões.

Desigualdade social continua alta

Apesar do aumento no número de milionários, o coeficiente Gini do Brasil, que mede o nível de desigualdade social, ficou em 88,4 (quanto mais perto de 100, mais desigual é a nação). O índice mostra que o país é mais desigual que a Índia (82,6) e os Estados Unidos (83). Em comparação, o Japão (66,3) e a Austrália (64,8) possuem as menores taxas.

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