Nordeste tem 47,02% da população endividada; Ceará lidera e Pernambuco é o terceiro

Adobe Stock

Dados mensais divulgados pelo Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, da Serasa, apontam que 82,8 milhões de brasileiros estão negativados, o maior número da série histórica e o décimo quinto mês consecutivo de alta.

Os brasileiros com idades entre 41 e 60 anos representam a maior fatia da população com nome restrito, com 35,5%. Na sequência, estão as faixas etárias de 26 a 40 anos (33,5%), acima de 60 anos (19,8%) e os jovens entre 18 e 25 anos (11,2%).

No levantamento, Pernambuco aparece com a maioria da população endividada (50,81%), mas não lidera o ranking no Nordeste, que tem à frente os estados do Ceará (53,27%) e do Rio Grande do Norte (51,33%). O Piauí registra o menor índice na região, com 41,20% de negativados.

Na média por região, o Nordeste aparece em quarto lugar entre as cinco regiões do Brasil. O Centro-Oeste lidera, com 55,67% da população negativada, seguido do Norte (54,44%), Sudeste (51,10%), Nordeste (47,02%) e Sul (44,09%).

Desenrola 2.0

O Desenrola 2.0 é o novo programa do Governo Federal para renegociar dívidas de pessoas físicas, pequenos produtores rurais e empresas, com descontos de até 90% e juros limitados a 1,99% ao mês. Focado em rendas até 5 salários mínimos, permite o uso de até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas bancárias.

Especialistas divergem sobre o Desenrola

Para a economista Tays Marina, a eficácia do programa depende muito mais do momento econômico do que propriamente da iniciativa. Ela afirma que o primeiro Desenrola não resolveu o endividamento.

“Foram renegociados R$ 53 bilhões em dívidas e, hoje, segundo dados do Banco Central, há mais de R$ 171 bilhões em valores com até 90 dias de atraso. Muito disso ocorreu por conta dos juros. A expectativa agora é renegociar R$ 58 bilhões, mas o resultado dependerá muito mais do cenário econômico e da mentalidade das pessoas”, explica.

O economista Wagner Brito defende o Desenrola 2.0 como um alívio pontual, com foco emergencial para a população de renda mais baixa.

“É um programa muito audacioso. Em especial num momento de alta da taxa de juros, que fez os juros aplicados, como o rotativo do cartão de crédito, ser muito danoso para a renda da família brasileira. Vejo como um bom respiro, não como uma solução completa. É uma boa iniciativa para dar poder de compra para população mais carente”, defende Wagner.

Reportagem sobre análise dos economistas: https://www.mercatusjornal.com.br/economia/desenrola-2-0-pode-aquecer-a-economia-de-pernambuco-mas-levanta-alerta-sobre-novos-endividamento/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais notícias para você