Produtores transformam o que antes era descartado em doces, bolos, geleias e artesanato, gerando renda e novas oportunidades de negócio.
Imagine transformar cascas de fruta, flores ou bagaço de cana em comida saborosa ou objetos artesanais — e ainda ganhar dinheiro com isso. Foi exatamente isso que um grupo de produtores da Zona da Mata de Pernambuco fez, com apoio do Sebrae Pernambuco e da Adepe. Eles criaram doces, salgados, geleias, bolos e até artesanatos usando frutas como banana, goiaba, uva e pitaya — e aproveitaram o que normalmente seria descartado. A mostra Riquezas da Mata, promovida no Shopping Carpina, foi o palco para mostrar essas criações ao público
Criatividade com propósito
Em vez de vender frutas só “in natura”, produtores como Léa Álvares (de Machados) transformaram cascas de pitaya em geleia e casca de banana em “carne louca” vegana — ideal para rechear salgadinhos. Outro destaque é o bolo de rolo com melaço de Teresa Cristina, que virou queridinho do público
Além disso, a palha da cana virou arte: porta-joias, caixas e chaveiros feitos a partir de bagaço, trazendo novas formas de renda. Com mais de 100 participantes beneficiados pelos projetos, as ideias já viraram negócio real para muitas família
Impacto que vai além do campo
Mostras como a Riquezas da Mata não são apenas feiras — são pontes entre o que se conhece da roça e o que o mercado quer comprar. Segundo Alexandre Alves, gerente do Sebrae/PE na Zona da Mata, esse trabalho mostra como uma vocação regional (como a fruticultura e os derivados da cana) pode virar inovação e prosperidade
O evento reuniu produtores de municípios como Macaparana, Vicência, Paudalho e outros, levando reconhecimento e visibilidade ao interior do estado, além de estimular a economia local com acesso direto ao consumidor
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