Alta da inflação em fevereiro foi influenciada principalmente pelos reajustes na educação
A inflação brasileira ganhou força em fevereiro e registrou avanço maior do que o observado no início do ano. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial que mede a inflação no país, apresentou aceleração no segundo mês de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE.
O resultado foi influenciado principalmente pelos reajustes típicos do período letivo. Mensalidades de escolas, cursos e universidades costumam ser atualizadas no começo do ano, o que historicamente pressiona o índice de preços nesse período.
Apesar da alta mensal, o acumulado da inflação em 12 meses segue abaixo do observado no início do ano, indicando um ritmo mais moderado de aumento de preços no médio prazo.
Educação lidera pressões no índice
Entre os grupos analisados no IPCA, educação apresentou a maior variação em fevereiro. O aumento está diretamente relacionado ao reajuste das mensalidades escolares, que ocorre tradicionalmente no início do calendário acadêmico.
Outros setores também contribuíram para o resultado do mês. O grupo de transportes registrou aumento de preços, enquanto alimentação e bebidas continuaram apresentando variações moderadas.
Por outro lado, alguns itens ajudaram a reduzir a pressão inflacionária. Os combustíveis, por exemplo, registraram queda no período, o que ajudou a conter um avanço maior do índice geral.
Economistas destacam que a inflação de fevereiro costuma refletir ajustes sazonais, principalmente ligados à educação. Para os próximos meses, o comportamento dos preços deve depender de fatores como o custo da energia, a variação dos combustíveis e o cenário econômico internacional.
Quer saber mais sobre Economia? Siga a Mercatus nas redes sociais.
VEJA MAIS