Nubank recebe sinal verde inicial nos EUA e inicia processo regulatório para operar como banco digital no país
O Nubank deu um novo passo em sua estratégia de expansão internacional ao receber uma autorização inicial de um órgão regulador dos Estados Unidos para avançar no processo de criação de um banco no país. A aprovação, ainda em caráter condicional, permite que a fintech brasileira entre na chamada fase de organização da instituição, etapa necessária antes do início efetivo das operações bancárias.
A movimentação marca uma virada importante para a empresa, que nasceu no Brasil e se consolidou como uma das maiores plataformas digitais de serviços financeiros da América Latina. Agora, o desafio é disputar espaço em um dos mercados mais regulados e competitivos do sistema financeiro global.
Expansão internacional e desafio regulatório
A autorização inicial foi concedida pelo Escritório do Controlador da Moeda (OCC), órgão responsável pela supervisão de bancos nacionais nos Estados Unidos. A partir dessa etapa, o Nubank ainda precisará cumprir uma série de exigências técnicas e regulatórias, além de passar por avaliações do Federal Reserve e de outras autoridades, antes de receber a licença definitiva.
Se o processo avançar conforme o planejado, a fintech poderá oferecer aos consumidores americanos serviços semelhantes aos que já presta em países como Brasil, México e Colômbia, com foco em uma experiência digital simplificada e menos burocrática. A empresa informou que pretende capitalizar a nova operação dentro do prazo regulatório e iniciar suas atividades em até 18 meses.
A liderança do projeto nos Estados Unidos ficará sob responsabilidade da cofundadora Cristina Junqueira, reforçando a aposta da companhia em manter sua cultura e modelo de negócios mesmo em um ambiente mais conservador. Para analistas, a entrada no mercado americano representa tanto uma oportunidade de escala quanto um teste de maturidade institucional, já que o país impõe regras mais rígidas de capital, governança e gestão de riscos.
Fundado em 2013, em São Paulo, o Nubank ganhou relevância ao oferecer alternativas ao sistema bancário tradicional, apostando em tecnologia, transparência e redução de tarifas. A listagem da empresa na Bolsa de Nova York, em 2021, consolidou sua presença internacional e ampliou sua visibilidade junto a investidores globais.
Com o avanço do processo nos Estados Unidos, o Nubank reforça sua ambição de se posicionar como um banco digital de alcance global, ao mesmo tempo em que enfrenta o desafio de adaptar seu modelo a um mercado altamente competitivo e regulado. O desfecho do processo regulatório será decisivo para definir até onde a fintech brasileira pode chegar fora da América Latina.
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