Redução do desemprego em Pernambuco ocorre em meio à diminuição da força de trabalho e avanço da inatividade
Pernambuco fechou 2025 com menos pessoas procurando emprego e uma taxa de desemprego menor. No entanto, o movimento não foi acompanhado por uma expansão da força de trabalho. Ao contrário, o número de pessoas ativas no mercado diminuiu ao longo do ano.
Os dados mais recentes da PNAD Contínua mostram que parte da população deixou de buscar ocupação. Esse grupo passou a integrar a chamada população fora da força de trabalho, que inclui estudantes, aposentados e pessoas que desistiram temporariamente de procurar emprego.
Menos desemprego, mas menos pessoas ativas
No último trimestre de 2025, a taxa de desocupação caiu para 8,8%. O número de pessoas sem trabalho recuou tanto na comparação trimestral quanto na anual.
Ao mesmo tempo, a população ocupada registrou leve avanço frente ao trimestre anterior. Ainda assim, o contingente total de trabalhadores segue abaixo do patamar observado um ano antes.
Outro dado relevante foi a redução da subocupação por insuficiência de horas trabalhadas. Menos pessoas declararam trabalhar menos do que gostariam, o que ajudou a diminuir a taxa de subutilização da força de trabalho.
Por outro lado, a inatividade cresceu. Mais pessoas ficaram fora do mercado, o que contribuiu para a queda da taxa de desemprego. Esse movimento indica que parte da melhora nos indicadores ocorreu também pela redução da busca por vagas.
Informalidade ainda é desafio estrutural
Apesar da melhora nos números gerais, a informalidade continua elevada em Pernambuco. Quase metade dos trabalhadores atua sem carteira assinada ou vínculo formal. Embora o percentual esteja abaixo da média regional, permanece acima da média nacional.
Em relação à renda, o rendimento médio real ficou praticamente estável. Mesmo com inflação mais controlada, não houve avanço significativo no poder de compra.
O cenário mostra um mercado de trabalho em ajuste. Há redução do desemprego e da subutilização, mas também retração da força de trabalho. Para 2026, o desafio será transformar a melhora estatística em crescimento sustentado da ocupação e da renda.
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