IPCA-15 de janeiro mostra desaceleração da inflação, fica abaixo das projeções e reforça sinal de alívio nos preços ao consumidor
A inflação medida pelo IPCA-15 iniciou 2026 em ritmo mais moderado, indicando uma perda de força na pressão sobre os preços ao consumidor. O índice avançou 0,20% em janeiro, resultado inferior ao registrado no mês anterior e também abaixo das expectativas do mercado financeiro.
O dado, divulgado pelo IBGE, reforça a leitura de que a inflação começa o ano com comportamento mais controlado, ainda que o acumulado em 12 meses siga em patamar elevado, próximo ao centro da meta perseguida pelo Banco Central.
Esse movimento é acompanhado de perto por economistas, investidores e consumidores, já que influencia decisões sobre juros, crédito, consumo e investimentos ao longo do ano.
Desaceleração mensal e impacto nas expectativas
A variação de 0,20% em janeiro representa uma desaceleração em relação a dezembro, quando o IPCA-15 havia registrado alta maior. Além disso, o resultado veio abaixo da mediana das projeções do mercado, o que foi interpretado como um sinal positivo no curto prazo.
Na prática, isso indica que a pressão inflacionária perdeu um pouco de intensidade no começo do ano, abrindo espaço para uma leitura mais favorável sobre o comportamento dos preços, especialmente em itens de consumo mais frequente.
No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 passou a registrar alta de 4,50%, nível que mantém a inflação em patamar relevante, mas dentro do radar das autoridades monetárias.
Reflexos para juros, crédito e consumo
A trajetória do IPCA-15 é considerada um termômetro importante para as decisões do Banco Central sobre a taxa básica de juros. Uma inflação mais comportada tende a reduzir a pressão por manutenção de juros elevados por mais tempo.
Para o consumidor, esse cenário pode significar, ao longo dos próximos meses, um ambiente mais favorável para o crédito e para o planejamento financeiro, caso a tendência de desaceleração se consolide.
Já para empresas e investidores, o resultado reforça a leitura de um início de ano com menor pressão de custos, o que pode impactar decisões de investimento, preços finais e estratégias de expansão.
Apesar do alívio pontual, analistas seguem atentos aos próximos dados, já que fatores como alimentos, combustíveis, serviços e câmbio ainda podem influenciar o comportamento da inflação ao longo de 2026.
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