Inflação desacelera no fim do ano e encerra 2025 em 4,26%, confirmando o controle de preços no acumulado do ano
A inflação oficial do país encerrou 2025 dentro do intervalo definido pelo governo federal, consolidando um cenário de maior previsibilidade econômica ao fim do ano. Em dezembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33%, resultado que levou o acumulado de 12 meses a 4,26%.
O desempenho confirma o cumprimento da meta inflacionária, que estabelece teto de 4,5%, e reflete um equilíbrio entre pressões pontuais de preços e desaceleração em alguns segmentos importantes da economia.
Transportes puxam inflação no fim do ano
A principal pressão inflacionária de dezembro veio do grupo Transportes, que apresentou a maior variação mensal. O avanço foi influenciado, sobretudo, pelo aumento expressivo no transporte por aplicativo e pelas passagens aéreas, típicas do período de alta demanda no fim do ano.
Os combustíveis também voltaram a subir após queda registrada no mês anterior, contribuindo para o resultado do grupo, ainda que de forma moderada. Esse movimento reforça o peso da mobilidade urbana e do turismo sobre o comportamento da inflação nos meses de dezembro e janeiro.
Outros grupos, como Saúde e cuidados pessoais, também apresentaram alta, refletindo reajustes em produtos farmacêuticos e itens de uso recorrente pelas famílias.
Habitação ajuda a conter o índice geral
Na direção oposta, o grupo Habitação exerceu papel importante no controle do índice, ao registrar queda no mês. A redução ajudou a amortecer os impactos das altas observadas em outros setores, contribuindo para que a inflação permanecesse dentro do limite estabelecido pela política econômica.
Já os artigos de residência voltaram a subir após quedas registradas em novembro, especialmente em itens ligados à tecnologia e eletroeletrônicos, que haviam apresentado forte recuo no mês anterior.
Inflação sob controle traz alívio, mas exige cautela em 2026
O fechamento da inflação dentro da meta em 2025 reforça um ambiente de maior estabilidade econômica, com impacto direto sobre decisões de consumo, investimentos e política monetária. No entanto, analistas destacam que o cenário segue exigindo cautela, especialmente diante de fatores como comportamento dos combustíveis, custos de serviços e oscilações no setor de transportes.
Para 2026, a manutenção do controle inflacionário dependerá do equilíbrio entre crescimento econômico, política fiscal e a trajetória da taxa de juros, além de fatores externos que podem pressionar preços ao longo do ano.
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