Recursos do FNE em 2026 priorizam pequenos produtores, microempresas e projetos sustentáveis em Pernambuco
Pernambuco deverá receber um dos maiores volumes de crédito da história recente por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Em 2026, o Estado contará com R$ 6,27 bilhões para financiar atividades produtivas, com prioridade para pequenos produtores rurais, microempreendedores individuais e empresas de pequeno porte.
O montante coloca Pernambuco entre os principais destinos dos recursos do fundo no Nordeste e reforça o papel do crédito público como instrumento de estímulo à economia regional, especialmente em um cenário de juros ainda elevados e restrição ao crédito privado.
Crédito concentrado na base da economia
A estratégia do FNE para 2026 mantém o foco na chamada base produtiva, responsável por grande parte da geração de emprego e renda no Nordeste. Mais de 60% do orçamento total do fundo será direcionado a pequenos produtores e micro e pequenas empresas, perfil predominante da economia pernambucana, sobretudo fora da Região Metropolitana do Recife.
Na área rural, os recursos devem fortalecer a agricultura familiar, por meio do Pronaf, além de financiar a modernização da produção, ampliação da capacidade produtiva e permanência das famílias no campo. No meio urbano, o microcrédito e as linhas voltadas às micro e pequenas empresas tendem a sustentar o funcionamento de pequenos negócios, responsáveis por uma parcela significativa do emprego formal no Estado.
Sustentabilidade e infraestrutura ganham espaço
Outro eixo relevante da distribuição dos recursos em 2026 é o avanço dos financiamentos voltados à sustentabilidade e à infraestrutura. Linhas como o FNE Verde e o FNE Proinfra devem apoiar projetos de energia renovável, saneamento básico e tecnologias de baixo impacto ambiental, setores que vêm ganhando relevância na matriz de investimentos de Pernambuco.
Esses recursos contribuem não apenas para a expansão da atividade econômica, mas também para a redução de custos operacionais, aumento da eficiência produtiva e adaptação às exigências ambientais que vêm sendo incorporadas ao mercado.
Fundo mais robusto e menos dependente do Tesouro
O orçamento do FNE para 2026 será o maior desde a criação do fundo, refletindo também uma melhora na sua sustentabilidade financeira. Nos últimos anos, o crescimento dos reembolsos dos financiamentos concedidos reduziu a dependência de novos aportes do Tesouro Nacional, fortalecendo a capacidade do fundo de manter um fluxo contínuo de crédito.
Esse movimento garante maior previsibilidade para estados como Pernambuco, permitindo planejamento de médio e longo prazo por parte de produtores, empresários e gestores públicos, além de ampliar a segurança institucional do principal instrumento de financiamento do desenvolvimento regional.
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