Com ordem de serviço assinada, Arco Metropolitano avança no trecho Sul e destrava projeto estratégico do Estado.
A assinatura da ordem de serviço para as obras do Arco Metropolitano marca um ponto de virada em um dos projetos de infraestrutura mais aguardados de Pernambuco. Após anos de entraves técnicos e institucionais, o governo estadual autorizou o início das intervenções no trecho Sul do corredor viário, ligando a BR-232, em Moreno, à BR-101, no Cabo de Santo Agostinho — uma conexão considerada essencial para reorganizar o tráfego pesado e fortalecer a logística regional.
Um corredor para desafogar e integrar
O trecho autorizado integra o segmento 2 do lote 2 do Arco Metropolitano e terá 25,32 quilômetros de extensão. A obra faz parte do Programa PE na Estrada e contará com investimento aproximado de R$ 632 milhões, além da geração estimada de mais de 1.500 empregos diretos e indiretos ao longo da execução.
Mais do que uma nova rodovia, o Arco Metropolitano foi concebido para retirar o tráfego de cargas pesadas das áreas urbanas da Região Metropolitana do Recife, reduzir o tempo de deslocamento entre polos industriais e melhorar a fluidez logística entre o interior do estado, o Porto de Suape e os principais eixos rodoviários federais.
Segundo a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura, o avanço do trecho Sul é estratégico para viabilizar, na sequência, o início das intervenções no segmento Norte — etapa que completa o desenho do corredor e amplia os ganhos de mobilidade e competitividade econômica.
Infraestrutura como vetor de desenvolvimento
Durante a cerimônia de assinatura, o secretário André Teixeira ressaltou o caráter histórico do início das obras, destacando que o Arco Metropolitano representa uma transformação estrutural semelhante à que ocorreu com a duplicação da BR-232. A expectativa do governo é que o corredor consolide Pernambuco como um hub logístico no Nordeste, atraindo investimentos, reduzindo custos de transporte e ampliando a integração entre regiões produtivas.
A execução do trecho Sul também deve gerar impactos positivos para municípios do entorno, com melhoria no acesso viário, valorização territorial e estímulo a novos empreendimentos industriais e comerciais ao longo do eixo.
Um projeto que retoma ao futuro
A autorização das obras do Arco Metropolitano simboliza mais do que o início de um canteiro: representa a retomada de um projeto estruturador que ficou paralisado por décadas. Ao colocar a intervenção em marcha, o governo estadual busca corrigir um gargalo histórico da infraestrutura pernambucana e lançar bases para um novo ciclo de desenvolvimento, mobilidade e integração econômica.
Com prazo estimado de dois anos para conclusão do trecho Sul, a expectativa agora se volta para a continuidade do projeto e para a consolidação de um corredor capaz de redefinir a logística e o crescimento do estado nos próximos anos.
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