O que Pernambuco aprendeu com Japão e China pós Fecomércio-PE?

Imagem: Divulgação

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Missão empresarial da Fecomércio-PE revela caminhos para inovação, sustentabilidade e novos modelos de negócios

A comitiva da Fecomércio‑PE, que viajou entre 27 de agosto e 13 de setembro de 2025 ao Japão e à China, trouxe mais do que lembranças de viagem: trouxe ideias, práticas e conexões para empresas e empreendedores de Pernambuco e do Nordeste. Agora, no seminário “Pós-Missão Empresarial: Japão e China – Experiências e Conexões”, esses aprendizados já têm sido compartilhados — e o impacto pode ir além das salas de palestra.

Durante a missão, composta por 65 participantes entre empresários, dirigentes de entidades e autoridades, a programação incluiu visitas à Expo Osaka 2025, à JICA (Japan International Cooperation Agency) e à JETRO (Japan External Trade Organization) no Japão; e, ainda, deslocamentos para Shenzhen — conhecida como o “Vale do Silício chinês” — e Pequim, com presença na China International Fair for Trade in Services (CIFTIS).

Lições que atravessam fronteiras

No Japão, o grupo pôde observar como tradição e inovação convivem em harmonia. A organização, o planejamento urbano, a cultura corporativa e os projetos públicos-privados chamaram atenção dos participantes como referências para um ambiente de negócios mais eficiente. Já na China, a imponência da tecnologia e da escala rápida de ações empresariais foi o destaque: digitalização, modelos ágeis e infraestrutura de ponta mostraram caminhos que, se bem adaptados, podem servir à realidade assalariada e produtiva de Pernambuco. Durante o encontro, o consultor técnico da Fecomércio-PE, Fábio Oliveira, apresentou os principais aprendizados obtidos durante a missão empresarial, destacando como a combinação entre ousadia e planejamento foi essencial para o sucesso das visitas e conexões realizadas no Japão e na China. Segundo ele, as experiências vividas mostram que a inovação precisa caminhar junto com estratégia e preparo, e que há muito o que adaptar e aplicar no contexto pernambucano.

Essas experiências, entretanto, não acabam no relato da missão. O cerne está na aplicação local: como empresas e entidades do Agreste, de Caruaru e de todo o estado podem transformar a inspiração internacional em ação concreta. Parcerias asiáticas surgiram como possibilidade real, seja para exportação, tecnologia ou cooperação institucional — uma alternativa à dependência de mercados tradicionais.

Um olhar para o futuro dos negócios pernambucanos

O seminário que se seguiu à missão é o momento de disseminação desse conhecimento. Empresários, gestores públicos e representantes do setor produtivo estão reunidos para debater não só o que foi visto, mas como pode ser adaptado. A região do Agreste, por exemplo, pode olhar para os polos tecnológicos asiáticos e pensar: como digitalizar parte de sua produção têxtil, antecipar o uso de inteligência artificial em serviços ou atrair investimento externo? A missão mostrou que esses cenários são possíveis — agora cabe transformá-los em realidade local.

Aprender com o mundo, agir em casa

A missão empresarial mostrou que inovar não é apenas adotar novas tecnologias, mas também aprender a enxergar os próprios desafios sob outra perspectiva. Japão e China oferecem lições valiosas sobre resiliência, visão de futuro e compromisso coletivo — e é essa mentalidade que pode impulsionar Pernambuco a novos patamares de crescimento.

No fim das contas, mais do que um relato de viagem, o seminário é um convite à reflexão: como o conhecimento global pode inspirar soluções locais? A resposta pode estar justamente nas conexões que ultrapassam fronteiras.

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