Exportações de Pernambuco sob risco? Governo discute estratégias contra “tarifaço” dos EUA

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Governadora Raquel Lyra mobiliza lideranças do setor produtivo para enfrentar “tarifaço” de 50% a partir de agosto.

A partir de 1º de agosto, o governo dos Estados Unidos aplicará tarifas de 50% sobre produtos brasileiros — uma medida anunciada por Donald Trump, motivada por disputas políticas e retaliações. Em resposta, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, reuniu, em 24 de julho, representantes da indústria, agronegócio e fruticultura, em defesa das exportações do estado, visando minimizar os impactos sobre empregos e a economia local.

Articulação para preservar empregos e competitividade

A reunião, realizada no Palácio do Campo das Princesas, contou com a presença de lideranças da indústria, do agronegócio e de entidades representativas do setor produtivo. O principal foco do encontro foi a construção de uma estratégia conjunta entre o estado e o governo federal para evitar prejuízos à balança comercial e aos empregos vinculados às exportações.

A proposta é buscar um caminho diplomático que permita a negociação com o governo norte-americano, buscando alternativas como prorrogação do prazo de implementação da tarifa ou a exclusão de alguns produtos da nova regra. A medida anunciada por Washington pode afetar diretamente setores importantes para Pernambuco, como o da fruticultura irrigada no Vale do São Francisco e o da indústria sucroenergética, que têm nos Estados Unidos um de seus principais mercados compradores.

Além disso, há preocupação com os reflexos em cadeias produtivas inteiras, que dependem do comércio exterior para manter sua sustentabilidade financeira. Há o entendimento de que medidas imediatas precisam ser tomadas para reduzir a vulnerabilidade de empresas locais diante das novas barreiras tarifárias.

Impactos previstos e próximos passos

A elevação das tarifas pode comprometer a competitividade de produtos pernambucanos no mercado americano, tornando-os mais caros e menos atrativos frente a concorrentes de outros países. Isso tende a afetar a geração de empregos, a arrecadação de tributos e o desempenho de cadeias produtivas inteiras — especialmente em municípios fortemente ligados à exportação.

O governo estadual se comprometeu a seguir acompanhando o tema de perto, em diálogo permanente com o governo federal e com entidades do setor privado. Também estão sendo avaliadas ações de médio prazo, como a abertura de novos mercados e a intensificação de acordos comerciais com outros países, reduzindo a dependência do comércio com os Estados Unidos.

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