Economia circular ganha força no Nordeste com evento em Recife

Foto: RLARROYD FOTOGRAFIA

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Fórum regional reúne especialistas, empreendedores e projetos que mostram como é possível transformar resíduos em novas oportunidades

Recife se prepara para receber, nesta semana, o Fórum Nordeste de Economia Circular, um evento que coloca a sustentabilidade no centro da conversa sobre inovação e desenvolvimento. A proposta é repensar a maneira como produzimos, consumimos e descartamos, estimulando um modelo em que os recursos são reaproveitados e voltam a gerar valor para a sociedade.

Um novo ciclo para os recursos

A chamada “economia circular” propõe o contrário do sistema que usamos há décadas — aquele em que se extrai, usa e joga fora. No modelo circular, cada produto pode ganhar uma segunda vida: garrafas plásticas se transformam em mobiliário, sobras de tecidos viram bolsas e até restos de alimentos podem se converter em energia.

Durante o Fórum, que reunirá representantes de todos os estados do Nordeste, empresas, cooperativas e startups apresentarão soluções que já estão saindo do papel. Entre os temas estão a reciclagem inteligente, a tecnologia verde e as parcerias público-privadas que estimulam negócios sustentáveis.

Recife, que vem se firmando como polo de inovação, já abriga projetos pioneiros na área. Um deles é o programa Recife Circular, que conecta catadores, empresas e universidades para ampliar o reaproveitamento de resíduos e criar novos produtos a partir do que antes era descartado.

Criatividade que movimenta a economia

Engana-se quem pensa que sustentabilidade é apenas um tema ambiental. A economia circular também movimenta negócios e renda. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), o Brasil perde mais de R$ 14 bilhões por ano ao não reaproveitar materiais recicláveis. Transformar esse desperdício em oportunidade é o desafio — e a chance — que o Fórum pretende destacar.

Para o Nordeste, onde o descarte irregular e a escassez de recursos ainda são realidade, essa mudança representa inovação e inclusão. Pequenos empreendedores, cooperativas e designers locais podem se beneficiar diretamente com novos mercados voltados à reciclagem, à reparação e à criação de produtos com identidade regional.

Mais do que um evento, o Fórum marca um passo simbólico: transformar o que era visto como “lixo” em matéria-prima para o futuro — econômico, social e ambiental do Nordeste.

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