Empresas juniores de AL movimentam R$ 1,4 milhão por ano

Empresas Juniores Alagoanas

Estudantes conseguem entrar em contato com o mercado de trabalho, colocando em prática o que aprendem em sala de aula.

Alagoas conta, atualmente, com 36 organizações classificadas como empresas juniores, que são formadas por universitários. Mas, se engana quem acha que esses negócios são apenas um passatempo durante a faculdade. Segundo a plataforma Brasil Júnior, as empresas juniores alagoanas movimentaram R$ 1.416.558,12 no ano de 2023.

No portfólio dessas empresas, estão clientes que enxergam na universidade a possibilidade de solução para antigos e novos desafios. No mercado local e regional, por exemplo, são atendidas empresas como as redes de restaurantes Parmegiano e Pizza Fone, o Hotel Água de Côco, a envasadora de água mineral Solara, além do Grupo “Três Corações”, conhecido pela produção de diversos tipos de café.

Além desses, há ainda parceiros internacionais. As empresas juniores Jangadeiros e Batuque, ambas de Maceió, desenvolveram projetos na França, proporcionando uma nova vivência para os universitários envolvidos e levando o nome da Ufal à Europa. Os resultados alcançados são fruto de muito trabalho, garante Thayná Farias, presidente da Federação das Empresas Juniores de Alagoas (Fejea).

Empresas Juniores Jangadeiros e Batuque

“O mercado está cada vez mais competitivo e é responsabilidade dos jovens buscar meios para aprimorar suas habilidades. O Movimento Empresa Júnior alia teoria à prática, além de desenvolver o estudante como cidadão. Ele contribui bastante para a formação e o desenvolvimento de habilidades do futuro, como o pensamento crítico e a resolução de problemas, além de habilidades técnicas”, acrescentou a presidente da Fejea.

As empresas juniores são reguladas pela Lei 13.267, criada no ano de 2016, e, para serem classificadas nesta modalidade, devem atender a uma série de critérios, como estar vinculadas a instituições de ensino superior ou técnico.

O principal objetivo delas deve ser o desenvolvimento pessoal e profissional de seus membros por meio da vivência empresarial, com serviços ligados diretamente aos cursos aos quais estão vinculados.

Para Edgar Branco, diretor de Negócios da Proteq, empresa júnior que há 11 anos atua nas áreas de Engenharia Química, Ambiental e Sanitária, a organização busca suprir a demanda por experiências na área empresarial e, assim, complementar os conhecimentos adquiridos na universidade, garantindo uma interface com o mercado de trabalho.

Empresa Júnior Protec

“Na graduação, nós passamos muito tempo em sala de aula e pouco tempo vivenciando experiências empresariais. A Proteq, então, surgiu como forma de desenvolver o trabalho sem abdicar da universidade. Hoje nós temos 31 pessoas que integram a Proteq, de forma voluntária, como rege a legislação. Além disso, temos a coordenação e a orientação de alguns professores, que ajudam a gente nos projetos”, contou Edgar Branco.

O estudante ainda acrescenta: “A empresa transforma a vida das pessoas, tanto no aspecto pessoal quanto no profissional. Ela abre portas e oferece uma gama de vivências. Além disso, também contribui para construir maturidade profissional e ajuda a desenvolver competências pessoais, como comunicação, porque há áreas relacionadas a como lidar com o cliente. E é um espaço de descoberta para as pessoas”, concluiu.

O mesmo sentimento descrito por Edgar Branco é compartilhado pela estudante Bianca Martins, que integra a Empresa Júnior de Arquitetura e Engenharia Civil (Ejec) da Ufal.

“[Passar por uma empresa júnior] é uma experiência que você só vive aqui. A universidade ensina muita coisa, mas a vivência empresarial a gente só consegue na empresa. Por exemplo, a experiência de trabalhar com clientes, desenvolver projetos e negociar a gente só consegue aqui na Ejec”, afirmou a estudante.

Empresa Junior Ejec

Entre os projetos desenvolvidos pela Ejec está a concepção da Bienal do Livro de Alagoas em 2023, projetos para a Casal (Companhia de Saneamento Básico de Alagoas) e outras empresas locais.

Atualmente, a Fejea conta com 450 integrantes vinculados a empresas juniores. Além da Ufal, integram a federação alunos da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), do Centro Universitário Cesmac, do Centro Universitário Tiradentes, da Faculdade Pitágoras, da Seune e da FIC.

Por fim, Thayná Farias, presidente da Fejea, destaca que sua passagem por uma empresa júnior e pela Fejea despertaram nela a vontade de seguir pelo empreendedorismo. “Pretendo trilhar essa área. Sou apaixonada e realizada em entregar soluções para quem tem alguma dificuldade. Pretendo empreender e criar uma empresa que me conecte com meus valores”, concluiu.

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Estagiário de Jornalismo.

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