Mudança implatada pelo BACEN no pix, amplia rastreamento e fortalece a segurança das transferências digitais no Brasil
O Banco Central implantou uma mudança importante no Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para ajudar vítimas de golpes a recuperar valores enviados via Pix. A nova regra, que já está valendo de forma opcional e será obrigatória para todos os bancos a partir de fevereiro de 2026, promete dificultar a vida dos criminosos ao permitir o rastreamento do dinheiro mesmo após ser transferido para outras contas.
A atualização chega num momento em que os golpes digitais se sofisticam e se espalham pelo país. Para quem já caiu em fraude, a novidade representa uma chance maior de recuperar o valor perdido — algo que antes era bem mais limitado.
Como funciona a nova devolução via Pix
A grande mudança está na capacidade de rastreamento ampliada. Se antes os bancos só podiam congelar o valor diretamente na conta que recebeu o golpe, agora podem acompanhar o caminho do dinheiro caso ele tenha sido repassado rapidamente para outros perfis.
Isso é especialmente importante porque criminosos costumam distribuir os valores entre várias contas para dificultar o bloqueio. Com a mudança, bancos e instituições financeiras passam a trocar mais informações entre si, permitindo que a devolução aconteça em até 11 dias após a contestação.
O MED segue com regras claras para uso:
- Só pode ser acionado em casos de fraude comprovada ou falha operacional do banco.
- Não serve para disputas entre comprador e vendedor.
- Não cobre erros cometidos pelo próprio usuário, como enviar Pix para uma chave errada.
Na prática, o objetivo é tornar o sistema mais seguro sem criar obstáculos para o funcionamento rápido do Pix, que já soma mais de 3 bilhões de transações mensais no Brasil.
O que essa mudança representa para os brasileiros
Mesmo sendo uma atualização técnica, a mudança no MED tem impacto direto no cotidiano das pessoas — principalmente em um país onde o Pix se tornou o meio de pagamento mais usado e, infelizmente, também um dos mais explorados por golpistas.
O Brasil responde hoje por 9 em cada 10 transações de pagamento instantâneo da América Latina, e 42% dos brasileiros já sofreram ou conhecem alguém que sofreu algum tipo de fraude digital.
A nova regra, portanto, não envolve apenas tecnologia: trata-se de confiança, elemento essencial para que a população continue utilizando o Pix sem medo.
A medida também fortalece a resposta do sistema financeiro diante da explosão de golpes estruturados, que usam contas laranjas, bots e até inteligência artificial para aplicar fraudes. Ao obrigar bancos a compartilharem dados e cooperarem entre si, o Banco Central cria um ambiente mais seguro e transforma o MED em uma ferramenta mais robusta.
O Pix continua rápido, mas agora precisa ser mais seguro
As mudanças no MED não eliminam a necessidade de cautela do usuário, mas tornam a devolução mais justa e eficiente. A partir de 2026, todos os bancos serão obrigados a seguir as novas regras — o que deve ampliar significativamente as chances de recuperar valores roubados.
O Pix segue sendo uma das ferramentas mais importantes do sistema financeiro brasileiro, e aprimorar sua segurança é essencial para que ele continue acessível, simples e confiável para todos.
Quer saber mais sobre Economia? Siga a Mercatus nas redes sociais.
VEJA MAIS