Golpes na Black Friday ficam mais perigosos com uso de Inteligência Artificial

Imagem: Karola G

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Golpes estão mais sofisticados, especialistas alertam para atenção redobrada, especialmente em promoções muito chamativas.

A Black Friday se tornou uma das datas mais esperadas pelos consumidores brasileiros. Em 2024, plataformas de pagamento como o Pix movimentaram cifras bilionárias em poucas horas, e a expectativa é de crescimento ainda maior em 2025. Mas junto com as ofertas, surge também uma outra movimentação que cresce em ritmo acelerado: os golpes virtuais. Com criminosos utilizando recursos de Inteligência Artificial para criar mensagens e sites quase idênticos aos originais, identificar uma fraude se tornou um desafio até para quem está atento.

Quando o golpe parece real: como a Inteligência Artificial mudou o jogo

Se antes os golpes digitais se entregavam por erros de português ou visual mal feito, a realidade atual é bem diferente. Agora, criminosos usam IA generativa — a mesma tecnologia que cria textos, imagens e vídeos — para montar páginas falsas, mensagens e até vozes sintetizadas extremamente convincentes.

Em 2024, estimativas do setor de segurança digital identificaram mais de 500 milhões de tentativas de phishing no Brasil. Phishing é o nome do golpe em que o criminoso tenta “pescar” informações do usuário, pedindo dados pessoais ou bancários por meio de links e mensagens.

O problema é que, no corre-corre da Black Friday, a atenção diminui:

  • A pressa para aproveitar o desconto
  • O medo de perder a promoção
  • E a confiança em marcas conhecidas

Esses fatores abrem espaço para decisões impulsivas, como clicar em links desconhecidos ou preencher dados em sites falsos.

Além disso, itens muito desejados — como celulares — concentram uma parte significativa das tentativas de fraude, porque o consumidor costuma comparar preços rapidamente e nem sempre verifica a procedência antes de comprar.

Como não cair em golpes durante a Black Friday

Mesmo com a IA tornando os golpes mais realistas, há sinais e práticas que ajudam a reduzir o risco:

  • Compre apenas em sites oficiais e conhecidos
  • Verifique se o endereço começa com https e se exibe o cadeado de segurança
  • Desconfie de descontos exagerados (80%, 90%, 95%)
  • Nunca clique em links enviados por mensagens, e-mails ou redes sociais
  • Dê preferência a aplicativos oficiais baixados em lojas confiáveis
  • Mantenha antivírus atualizado no celular e no computador

Especialistas reforçam que segurança digital é também comportamento: atenção, pesquisa e calma antes de confirmar qualquer pagamento.

Informação é a melhor proteção

A Black Friday pode, sim, ser uma oportunidade para economizar. Mas, em um cenário em que os golpes evoluíram e se tornaram mais difíceis de identificar, a melhor estratégia é combinar desejo de compra com cautela. Estar informado, desconfiar de ofertas “boas demais para ser verdade” e comprar apenas em plataformas seguras são atitudes que garantem que o desconto não se transforme em prejuízo.

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