13º salário deve movimentar R$9,4 bilhões e impulsionar a economia de Pernambuco em 2025

Imagem: Pixabay

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Comércio, serviços e famílias devem sentir impacto direto do 13° salário que chega para 3,25 milhões de pernambucanos.

O pagamento do 13º salário deve aquecer a economia de Pernambuco até o fim de 2025. De acordo com estimativas do Dieese, o estado receberá aproximadamente R$ 9,4 bilhões — um volume expressivo que representa cerca de 3,3% de todo o PIB pernambucano. O montante chegará ao bolso de 3,25 milhões de trabalhadores, aposentados e pensionistas, e deve movimentar desde o comércio até o setor de serviços, além de ajudar famílias a reorganizarem sua vida financeira.

Por que o 13º salário é tão importante para Pernambuco?

O impacto do 13º salário no estado vai muito além das compras de fim de ano. Por chegar em um período de alta movimentação econômica, o benefício funciona como um reforço estratégico para diversos setores, principalmente comércio, turismo, alimentação fora do lar e serviços pessoais.

A média do benefício no estado — R$ 2.455,09 por pessoa — é menor que a média nacional, mas ainda assim representa um alívio significativo para milhares de famílias. Em um cenário de endividamento elevado, muitas pessoas devem usar parte do recurso para quitar dívidas com juros altos, como cartão de crédito e cheque especial, o que melhora a saúde financeira e abre margem para voltar a consumir.

Outro ponto importante é o peso das transferências previdenciárias na economia local. Enquanto no Brasil os aposentados e pensionistas respondem por cerca de 30% do total pago em 13º salário, em Pernambuco essa fatia chega a 37%, cerca de R$ 3,5 bilhões. Isso mostra que a renda previdenciária tem papel estruturante no consumo das famílias do estado, especialmente nas cidades do interior.

No cenário regional, o Nordeste deve receber R$ 60,5 bilhões, e Pernambuco aparece como o segundo estado com maior volume, atrás apenas da Bahia. A diferença entre os valores pagos também revela desigualdades dentro da própria região: Sergipe, por exemplo, recebe menos no total, mas apresenta o maior valor médio por trabalhador.

O que Pernambuco pode ganhar além do consumo imediato?

Embora o 13º seja lembrado principalmente pelo aumento das vendas no fim de ano, seus efeitos vão além do comércio. Quando tantas famílias conseguem reduzir dívidas e organizar o orçamento, o estado experimenta um tipo de “respiração econômica”, que fortalece a circulação de renda ao longo dos meses seguintes.

Para empresas, especialmente pequenos negócios, o recurso extra significa maior previsibilidade de vendas, chance de fortalecer o caixa e oportunidade para atrair novos clientes. Restaurantes, salões de beleza, supermercados, shoppings e comércio popular sentem rapidamente esse impulso.

No médio prazo, essa injeção de recursos também ajuda a suavizar os efeitos de um cenário nacional ainda marcado por incertezas econômicas. Ao movimentar R$ 9,4 bilhões, Pernambuco reforça seu potencial de consumo, estimula arrecadação de impostos e cria condições para uma virada de ano com mais estabilidade — tanto para famílias quanto para empresas.

Um ciclo que beneficia o estado inteiro

O pagamento do 13º salário reforça o papel que Pernambuco exerce como um dos motores econômicos do Nordeste. O recurso chega para aliviar dívidas, estimular o comércio e fortalecer o fluxo de renda em todas as regiões do estado. O 13º funciona como um mecanismo estratégico para manter a economia aquecida e ajudar milhares de famílias a começarem o próximo ano com mais equilíbrio financeiro.

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